Manjar
29/09/2008
Tom & Jerry
26/09/2008
Este é um dos mais populares desenhos animados de todos os tempos e também um dos mais antigos. Há mais de 50 anos que Tom persegue o perspicaz ratinho Jerry que, quase sempre, acaba por levar a melhor no final da história.
Tom & Jerry é um desenho animado criado nos anos 40, tendo sido dirigido por grandes nomes da animação, como William Hanna e Joseph Barbera, onde o gato (Tom) persegue o rato (Jerry). A dupla começou com uma curta-metragem da MGM chamado “Puss Gets the Boot”, que saiu nos cinemas em Fevereiro de 1940. Nesta curta-metragem Tom chamava-se Jasper e Jerry ainda não tinha um nome. Somente depois os produtores batizaram os personagens de “Tom e Jerry”. Desde então, o desenho tem acompanhado várias gerações e recebeu vários prêmios.
Após algum tempo o desenho passou para as mãos de Gene Deitch e Chuck Jones.
O centro da trama se baseia geralmente em tentativas frustradas de Tom de capturar Jerry, e o caos e a destruição que se segue. Tom raramente consegue capturar Jerry, principalmente por causa das habilidades do engenhoso ratinho, e também por causa de sua própria estupidez.As perseguições eram eletrizantes e sempre vinham acompanhados por boa trilha sonora. Também eram utilizadas diversas armadilhas e truques que no final não davam resultado satisfatório como bombas e ratoeiras, coisas que eram fundamentais na rivalidade entre o gato e o rato. Alguns personagens também marcam presença na trama como o bulldog Spike e o rival de Tom, o gato Butch. (Fontes: Wikipédia, InfanTV)
YouTube, para refrescar a memória e aquecer nossos corações:[/U][/B]
[B]Tom & Jerry : Frozen Tom[/B]
[SIZE="1"](:lol: Genial!)[/SIZE]
[spoiler][youtube]7yG8bQ6ROUA[/youtube][/spoiler]
[B]Tom & Jerry – His Mouse Friday[/B]
[spoiler][youtube]UWhHmp3k8vo[/youtube][/spoiler]
[B]Tom & Jerry – Concerto[/B]
:clap:
[spoiler][youtube]2hpl0Ml7HfE[/youtube][/spoiler]
Muita gente discorda de mim quando digo que vou assistir a mais um episódio inédito de Tom & Jerry na TV!! Segundo qualquer dicionário, inédito pode ser aquilo “que nunca foi visto, sem precedentes; original”. Um episódio de Tom & Jerry, por mais que tenha sido visto, é sempre original, sem precedentes. Assistir ao azarado e sádico gato correr atrás do esperto e ainda mais sádico camundongo é uma experiência nova a cada vez! As sensações serão sempre originais, embora a cena já tenha sido vista.
Tom & Jerry é um dos melhores desenhos de todos os tempos, em minha humilde opinião de eterna criança. Arrisco dizer, que é o melhor mesmo. Mas tem que ser dos episódios mais antigos, da fase de ouro, nas décadas de 40 e 50. Opinião, aliás, que vem de família. Meu pai também adora Tom & Jerry. Divide a preferência com Família Buscapé e Pica-Pau. Também concordo que estes dois são excelentes
Outro dia, descobri numa destas notícias de pouca importância, que camundongo não gosta de queijo. Deviam proibir a ciência de destruir reputações tão importantes quanto a de Jerry. Como alguém pode acusar o ratinho de enganar sua audiência por seis décadas?
Há pouco tempo William Hanna (1910-2001) e Joseph Barbera (1911-2006) deixaram-nos. Felizmente, os corações de Tom & Jerry não vão parar nunca. E sempre haverá um episódio inédito para assistirmos. ![]()
As Aventuras de Tintin
26/09/2008
Já expressei uma vez o quanto gosto dos clássicos desenhos da TV Cultura (TVE em alguns lugares). Um dos meus favoritos e também um dos mais marcantes é TinTin, ou melhor, As Aventuras de TinTin. O desenho, na verdade, é um clássico dos quadrinhos e teve sua origem na Bélgica, em janeiro de 1929, pela mente criativa de Hergé (Georges Rémi). Os livros de TinTin são vendidos até hoje, inclusive no Brasil, pena serem tão caros.
Um dos desenhos mais legais de todos os tempos! A mistura perfeita de fantasia, espionagem, mistério, ficção científica! Num desenho só, da infância até hoje, todos os elementos, na medida certa, que fazem desse desenho um dos melhores de todos os tempos. O Tintin que eu ficava grudada na Cultura a noitinha e acompanhava todos os episódios! E hoje, se vejo de novo, eu assisto com a mesma ansiedade, porque é genial.
Comecei a gostar do desenho logo de cara, na abertura. Esta toca uma música fabulosa e empolgante, tanto que por meio dela tomei gosto por canções que contam com a participação de orquestras. Quando os episódios começavam pra valer, percebia que a bela música era mais do que adequada.
Assistam o vídeo a seguir, com a abertura do desenho.
<YOUTUBE>http://www.youtube.com/watch?v=sUTVYwJ1nbk</YOUTUBE>
Pessoal! Vejam se o coração não fica acelarado vendo isso? Nossa, me dá arrepios! Essa série é genial! Fantástica!!! E a abertura já diz tudo isso!!!!
Quando os episódios começavam pra valer, percebia que a bela música era mais do que adequada. Com personagens carismáticos, não tinha como não gostar. A começar com o próprio Tintim, um jornalista inteligente e que vive se metendo em enrascadas para solucionar algum crime ou mistério. Ele é acompanhado de seu inseparável cão, o esperto Milu.
E ainda tinha aquele marinheiro bigodudo, o Capitão Haddock! Que tinha aqueles “xingamentos” que viravam mania usar em casa, como: “por mil macacos”, “parasita”, “com mil milhões de raios e trovões”, “sua ameba”, “marujos de água doce” e outros. Era chegadão numa bebida, era bravo, mas sempre companheiro fiel de Tintim.
Tem também os detetives gêmeos Dupont e Dupond. Quer dizer, eles têm a mesma aparência, usam roupas iguais, falam do mesmo jeito, mas negam que sejam irmãos, hehehe. São muito atrapalhados, mas têm Tintim em alta conta, principalmente porque ele é que resolve todos os crimes. Ah, a dupla também está sempre à disposição para ajudá-lo, porém deveria ser o contrário, né? Tem ainda o Professor Girassol, meio esquisito, mas com invenções que sempre ajudam Tintim.
E nunca vou esquecer que a capital do Nepal eh Katmandu (uma das aventuras do Tintim foi por lá!
hahahaha)
As histórias de TinTin são fantásticas e agradam a todas as idades. Quem pôde acompanhar o desenho na infância teve muita sorte. Pena não fazerem mais desenhos como esse…
Senta na poltrona que vai começar, e antes de ler veja a abertura do desenho em português…
http://www.youtube.com/watch?v=3VmN9kTuDnc
Refrescou a memória? Agora sim! Preparado, coração está batendo a mil por um dos desenhos mais nostálgicos da infância do início da década de 90.
Segure-se na cadeira do computador, respire fundo e fique tranquilo porque o YouTube está a serviço da nostalgia! ![]()
DuckTales ou Duck Tales, os caçadores de aventuras (título no Brasil) é o seriado de animação de maior sucesso dos estúdios de Walt Disney, produzido entre 1986 e 1991.
Todo mundo aqui vai lembrar do Tio Patinhas, Pato Donald, Mickey, Pateta, Maga Patalógica, Madame Min, os trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luisinho, os Irmãos Metralha, Zé Carioca, Margarida, Minnie, Pluto, Gastão, Professor Pardal, Urtigão e tantos outros personagens da Disney tiveram grande importância em minha vida: tomei gosto pela leitura lendo gibis dessa turma. ![]()
Tão à vontade estava com esses “seres”, que lembro das características de cada um até hoje, mesmo dos mais desconhecidos. Mas a simpatia por eles não veio só dos gibis, mas também de um desenho espetacular, tão bem produzido quanto os antigos gibis da Disney: DuckTales: os Caçadores de Aventura.
O desenho foi exibido por muito tempo no SBT e também foi transmitido pela Globo, no Xou da Xuxa.
DuckTales conta as aventuras (e que aventuras!) de Tio Patinhas com seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho, à busca de tesouros. Ainda fazia parte do “elenco” personagens cativantes, como o Capitão Bóing (um piloto de avião atrapalhadão), a doce Patrícia (uma patinha, neta de Patilda, aquela que adorava tomar chá), o Professor Pardal e inimigos respeitáveis, como os Irmãos Metralha, a bruxa Maga Patalógica e a “versão do mau” de Tio Patinhas, Mac Mônei. Ah sim, Pato Donald aparecia de vez em quando. Na história, ele foi para a Marinha, motivo pelo qual os irmãos Huguinho, Zezinho e Luizinho ficaram com Patinhas.
Ainda havia participações especiais de personagens curiosos, como Gastão, um pato extremamente sortudo em tudo, menos em sua intenção de conquistar Margarida, a amada de Donald. Tinha também Patacôncio, outro ricaço, que vivia tentando provar que era mais rico que Tio Patinhas, mas era “apenas” o terceiro: Mac Mônei estava à sua frente.
Com trilha sonora empolgante, uma animação muito bem feita, episódios alucinantes e engraçados, DuckTales marcou época e deixou saudades.
Agora assista a abertura de novo, cantando junto!
Canção do Desenho
Aí vem o furacão
Vem, emoção
Tem corrida e avião
Tem, sensação
Velhos castelos, belos duelos
Duck Tales, Uh Uh
São os caçadores de aventuras, Uh Uh
Todos eles são grandes figuras, Uh Uh
Por isso a garotada só quer Duck Tales, Uh Uh
Nossos amigos enfrentam
Muitos perigos, e afugentam
Tudo isso acontece em Duck Tales, Uh Uh
São os caçadores de aventuras, Uh Uh
Todos eles são grandes figuras, Uh Uh
Por isso a garotada só quer Duck Tales
Mais um comentário pessoal:
Quem aqui não lembra da Moedinha Número 1? Aquela que ficava guardada numa caixinha de vidro toda especial dentro da Caixa Forte do Tio Patinhas?
Quando era pequena, eu ganhei uma moeda ‘bonitona’ e guardei dentro de uma caixinha pra representar a “minha moedinha número 1″. Pra “minha fortuna” começar da mesma forma que a do Tio Patinhas
Vestido novo…
22/09/2008
A Bula do Amor – Parte 2
21/09/2008

Ai…É O AMOOOOOOOOOOR! (Zezé de Camago & Luciano)
Esse amor, místico, inexplicável, às vezes espiritual, outras apenas físico, mas com uma força capaz de mudar nossos rumos. A idéia não é discutir a magia do amor, mas abordar o amor do ponto de vista bioquímico: os compostos químicos que atuam sobre o nosso corpo e nos transmitem todas as sensações e comportamentos que associamos a esse sentimento.
Semana passada entregamos os “culpados” por nossas “paixonites” e traduzimos quimicamente uns dos sonetos mais famosos de Camões. Descobrimos que o amor não passa de uma série de reações químicas que atuam diretamente no nosso cérebro (confiança, crença, prazer). Se você não leu a primeira parte desse artigo, trate de conferir aqui. E como prometido, seguiremos com a segunda parte da nossa Bula do Amor!

Ah… O AMOR!
Por que acontece? Por que nos sentimos atraídos por determinadas pessoas?
A-há! Mais química! É aí que entram os FEROMÔNIOS, fera! E para entrarmos no clima, sugiro que assistam o videoclipe
:
Loove is in the aaaaaair
Looooove is in the aaaaair
Oooooh ooooh oh
Oooooh ooooh oh
Agora sim, estão preparados?
Pessoal, em poucas palavras e biologicamente falando, a escolha do parceiro é um processo que visa garantir a continuidade da espécie, simples assim! Mesmo que nós não pensemos muito nisso, a verdade é que se as escolhas fossem sempre mal feitas, a nossa espécie não teria sobrevivido, certo?
Um exemplo simples: as fêmeas tendem a procurar um macho que garanta o sustento dos filhos, enquanto os machos devem procurar fêmeas com boa capacidade de reprodução. E não é só isso! Um fator muito importante é o perfil genético: a nossa “cara-metade” deve ter os melhores genes possíveis, já que esses genes vão ser passados aos filhos.
Estudos mostraram que todos nós procuramos naturalmente alguém com um sistema imunológico diferente do nosso, para assim conseguir que os filhos tenham o benefício de ambos os sistemas. No fundo, quando nos sentimos atraídos por alguém, pode ser apenas porque gostamos dos genes dessa pessoa…

Pois é, pois é! Os opostos se atraem! E como avaliamos os genes dos nossos possíveis parceiros?
Esse é um assunto que continua fervendo nos laboratórios, mas a química volta a assumir o papel principal! Sabe-se que vários animais, desde os insetos a muitos mamíferos, comunicam entre si através de substâncias químicas conhecidas como FEROMÔNIOS.
Feromônios ou ferormônios (as duas formas estão corretas) deriva do grego pherein (transportar) e de hormon (associado a excitar), ou seja, feromônios são “transportadores de excitação”. Capisci?
De maneira geral, são substâncias químicas que funcionam como “cupidos” entre seres da mesma espécie, permitindo-os reconhecerem-se, mutuamente e, digamos assim… sexualmente. Os feromônios podem agir como atraentes sexuais, marcadores de trilhas, propiciar comportamento de agregação, alarme, dispersão, entre outros.
O primeiro feromônio isolado (1961) recebeu o nome de bombicol (Fig. 1), por ser a substância utilizada pelas fêmeas do bicho-da-seda (bombix mori) para atrair os machos.

Desde a década de 70, os feromônios têm ganhado considerável interesse, como alternativa frente aos inseticidas convencionais e têm se tornado uma área importante dentro da química, principalmente da química de produtos naturais. Os feromônios são únicos para cada inseto, ou seja, cada espécie possui o seu próprio “código” de comunicação baseado nas diferenças estruturais dos compostos, ou na proporção desses compostos.
Isto é necessário para que na natureza não haja reprodução ou qualquer interação entre indivíduos de espécies diferentes. Uma diferença estrutural que está relacionada com a atividade biológica desses compostos é a quiralidade da molécula, por exemplo: a broca-do-tronco-da-pereira, responde à mistura de 65% do isômero (S)-sulcatol e 35% do isômero (R) e não responde a nenhum dos isômeros separados (S) e (R) (Fig. 2).

Até pouco tempo dizia-se que os humanos só selecionavam seus parceiros através de estímulos visuais. No entanto, hoje já se chegou mais ou menos a um acordo de que nós também temos a capacidade de distinguir os genes dos parceiros através do cheiro e a visão ficaria em segundo plano.

Uma ilustração para enriquecer nosso post e lembrar que suor masculino está carregado de feromônios
Pelo menos, essa foi a conclusão de um experimento realizado com camisas masculinas usadas. Nessa experiência, um grupo de mulheres foi convidada a cheirar camisas usadas por diferentes homens e escolher a “sua favorita”. A preferência foi sempre por parceiros com perfis imunológicos bem diferentes dos próprios, ou seja, adequados geneticamente.
Algo surpreendente nessa experiência, foi o fato de que as mulheres que tomavam pílula no momento do estudo, demonstraram preferência pelos odores correspondentes ao perfis genéticos idênticos aos seus!
Já foi estudado que as fêmeas de ratos, após engravidarem, preferem a companhia dos pais, irmãos, primos… Embora a comparação deva ser feita com cuidado, é possível que a pílula, que simula os efeitos da gravidez, induza a mulher a preferir a companhia de indivíduos geneticamente próximos, ou seja, a pílula pode induzir a mulher a escolher os parceiros errados!
Outra pesquisa, diz que o suor masculino pode influenciar o humor das mulheres: ele ajudaria a reduzir o estresse, induziria o relaxamento e afetaria o ciclo menstrual. Dizem até que os feromônios masculinos poderiam ser o agente ativo num medicamento que reduziria os efeitos da TPM! Fica a dica: Garotos… mesmo que elas reclamem, vão ao futebol sim! E tragam a camisa suada de presente!
O suor masculino possui alta concentração de androstandienona (Fig.3).

A dúvida que ainda existe é se os humanos possuem um órgão específico para detectar feromônios – o chamado órgão vemeronasal, presente no nariz de vários mamíferos, e têm até quem diga que é o nosso sexto sentido! Apesar de alguns seres humanos apresentarem dentro de seu nariz algo que lembra o órgão vomeronasal, ela parece ser vestigial, sem nenhuma conexão com o cérebro.
No entanto, vemos principalmente na Internet e até em perfumarias e farmácias inúmeras marcas de perfume que anunciam a presença de feromônios na sua composição, por exemplo a androstandienona, garantindo assim a conquista de qualquer homem ou mulher, sucesso na balada e qualquer outro lugar que freqüentar. Bom, ainda acho que esses perfumes “tiro-e-queda” sejam apenas mais uma forma de ganhar dinheiro…
Mesmo que a comunidade científica esteja cada vez mais por dentro do funcionamento dessa “química que respiramos” e que esse tipo de pesquisa possa revolucionar o futuro das relações humanas, a verdade é que nosso método de escolha de parceiros tem sido bastante eficaz, seja ele qual for… Comprovado por uma população de 6,6 bilhões de pessoas!
A Bula do Amor – Parte 1
16/09/2008
Pra variar você está na biblioteca estudando, ou na lan house checando o fórum OMG, indo pra faculdade, no ônibus… mas de repente seus olhos se encontram… Você disfarça, olha de novo… Sente aquele arrepio, fica vermelho, o coração acelera, as mãos ficam suadas e acaba se entregando.
No primeiro encontro, antes do beijo, a boca fica seca, você fica confuso, não sabe o que dizer, as pernas ficam meio bambas, a respiração difícil e esquece todos os compromissos da agenda. O mundo fica em silêncio enquanto espera aquele telefonema, aquele perfume surge no ar quando a gente menos espera… Quem aqui nunca sentiu algo parecido?
Ah….. A Química é linda!
“Hã??!… A química?!”
É isso aí! A Química! A Química do amor! Todas essas sensações, angústias e prazeres, não passam de algumas reações químicas no nosso corpo. A ciência consegue transformar aquele amor, aquele sentimento inexplicável, aquele fogo que arde e não se vê, aquela ferida que dói e não se sente… em números, equações químicas e estatísticas! Mas fica tranquilo, ainda assim, o amor é lindo! (L)
Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer
O amor, segundo estudos desenvolvidos por especialistas, é dividido em três fases e cada fase é governada por substâncias químicas diferentes:
Na primeira fase, conhecida como a “Fase do Desejo”, contamos com a participação dos hormônios sexuais testosterona (Fig. 1) para os homens e estrogênio (Fig.2) para as mulheres. A partir da adolescência, quando estes hormônios começam a circular na nossa corrente sanguínea é que começa a procura por parceiros e nesse instante aquele garoto mala se transforma num príncipe encantado.
É um não querer mais que bem querer,
É um andar solitário entre a gente
É um nunca contentar-se de contente,
É um cuidar que ganha em se perder
A segunda fase é a “Fase da Paixão” e os efeitos colaterais são os mais agressivos: o apetite se vai, ficamos distraídos, longe da pessoa amada surge aquela melancolia, e quando chegamos perto… aqueles arrepios, nervosismo, a respiração fica confusa, sentimos o estômago revirar.
É a fase que pagamos todos aqueles “micos”… Tudo por culpa da noraepinefrina (Fig.3) (ou noradrenalina) que acelera os batimentos cardíacos (excitação), a serotonina (Fig.4) que nos descontrola e causa aquela euforia, e a dopamina (Fig. 5) conhecida também, como hormônio da alegria.
Todas essas substâncias químicas, que agem diretamento no nosso cérebro são controladas pela feniletilamina (Fig. 6) – que o nosso querido-amado-chocolate costuma carregar em altas doses. Fica a dica: Dê chocolate para a pessoa amada e mantenha toda a química do amor sob controle. Só não vale exagerar que o excesso de chocolate pode causar excesso de peso que pode inibir algumas das reações “apaixonantes” hehehe
A feniletilamina é muito importante em todo o processo, pois controla a passagem da fase da paixão para a fase do amor, dessa maneira exerce um grande poder sobre nós, tão poderosa que pode tornar-se viciante. Os viciados em feniletilamina (e seus auxiliares) tendem a ser pessoas instáveis no amor e costumam trocar de parceiro assim que o efeito daquele “combo químico” desaparece.
Esses “viciados em amor” costumam ser infiéis. O maior problema que essas pessoas enfrentam é que o corpo desenvolve naturalmente uma tolerância aos efeitos da feniletilamina, sendo que é necessário “ingerir doses cada vez mais altas” para causar algum efeito. Por isso vai ficando cada vez mais dífcil encontrar um novo amor…
É um querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence, o vencedor,
É ter com quem nos mata, lealdade,
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos maizade,
Se tão contrário a si mesmo é o amor?
A terceira e última fase é a “Fase da ligação”, é a fase do enfim“Felizes para sempre!”. Passamos a fase da paixão e agora sim chamados de amor, o amor ‘verdadeiro’. Quem manda nessa fase é a oxitocina (Fig. 7) e a vasopressina (Fig.8).
A oxitocina é conhecida como “hormônio do carinho” ou “hormônio do abraço”. É uma pequena proteína com 9 aminoácidos produzida no hipotálamo. É essa a substância responsável pelo vínculo de afeto entre as pessoas. É produzida depois do orgasmo e é o mesmo hormônio produzido quando as mães amamentam seus filhos. (Fica a dica: Quanto mais sexo um casal praticar, maior será o vínculo entre eles… Tá aí uma “poção do amor” eficiente!)
Dizem que é essa mesma substância que age nos animais facilitando sua interação com pessoas ou outros animais (relacionado ao aumento da confiança).
A vasopressina é conhecida como hormônio da fidelidade. É também uma pequena protéina, constituída por 9 aminoácidos (sendo 8 iguais ao da oxitocina) e está diretamente relacionada ao comportamento monogâmico dos animais.
Estudos em ratos mostraram o seguinte: antes do acasalamento, a relação do macho com as outras fêmeas era uniforme. Depois de um dia de acasalamento (havendo assim produção da vasopressina), o macho fica preso a fêmea e não se aproxima de outras fêmeas, da mesma forma que não permite a aproximação de outros machos. Uma espécie promíscua apresenta poucos receptores de vasopressina no cérebro. (Ah… se esses receptores fossem encontrados em qualquer supermercado)
Todos os animais sentem prazer no sexo, mas é a vasopressina que permite associar esse prazer a características específicas do parceiro, como odor. Para as fêmeas, essa associação é causada pela oxitocina.
O amor foi decifrado, mas e a nossa “alma-gêmea”? Onde está?… Aí é que entram os FEROMÔNIOS!
E esse fica para a segunda parte do nosso artigo! Até semana que vem!



















