Daquelas histórias com finais óbvios
22/09/2009
Eu sou do tipo que aposto, sem medo. Se você diz que é impossível, tá aí a minha razão para tentar. E eu tento até a minha “barrinha de energia” ficar vermelha e eu perder uma vida.
Não a minha vida, vida, a vida mesmo. Aposto uma ficha… dessas que ganho enquanto acumulo muita força na minha “barrinha de força”. Sempre que tem energia sobrando por bom comportamento, ganho mais uma ficha… É um jeito simples de dizer: “Ei, Manuela, vamos lá! Qual a graça dessa segurança? Você ganha as fichas pra gastar!”. E lá vamos gastar as fichas.
Eu estava numa época cheia de força,com fichas sobrando… resultado de 1 ano e meio acumulado. Apostei todas as que pude e joguei mal.
Assim que eu recuperar o humor, eu volto e conto a história.
O fim que precisou acontecer
13/09/2009
O fim era necessário e iminente, para os dois lados.
Mas um lado não queria – o lado que eu estava.
O outro lado precisava , mas não conseguia.
O outro lado não conseguiu porque nunca conseguiu nada… precisou jogar sujo e estava determinado.
Não descansou até me fazer doida, para então dizer:
- Louca.
.
.
.
E apegado a minha loucura, que não era minha, nem dele… Nesse falso escudo de proteção, ora nele, ora em mim, fez-se o fim.
Chico
14/08/2009
Desenho já velho… mas vale muito o registro.

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.
Estimativas…
27/07/2009
hihihi, genial.
Transformação de Lorentz
27/07/2009
Engraçado… Um ano e meio depois, estando sozinha, sempre à procura de “alguma coisa que eu achava que sabia o que era, mas procurava no escuro”… Eu finalmente encontrei.
Bom, não sei. Eu acho que encontrei.
Não tou falando da resposta para todas as coisas, perguntas e acontecimentos do universo e tudo mais.
Para o universo de vocês a resposta é 42. Mundinho fácil…
Para o meu universo (Manuelândia) eu tenho certeza que é um número complexo. Desses com um “izinho” no meio. Com pelo menos 4 variáveis. Um sistema complexo (como deixei no meu “About me“). Eu sei que a resposta não é42 e tou custando a encontrar as 4 variáveis que trarão o equilíbrio perfeito ao meu sistema.
O sistema é caótico, por isso a dificuldade para encontrar o melhor resultado.
E são 4 variáveis mesmo, não escolhi aleatoriamente. Água, Terra, Fogo e Ar. Nesse sentido e nos sentidos figurados. É só isso que importa, o equilibrio disso tudo aí.
Nem um tico a mais de água, porque apaga o fogo.
Nem um tantinho a menos de ar, porque eu me afogo.
Eu estrago a Terra se exagerar no fogo… E preciso ter os pés no chão.
E é agora, exatamente nesse momento, presa ao chão com uma centena de fitinhas de cetim, cuidadosamente arranjadas em laço, pra ter tempo de decidir que se eu deveria mesmo me agarrar à razão, que eu comecei a me encontrar.
Como comentei lá em cima… Passei (e muitos(as) passam) uma eternidade a procura de sei-lá-o-quê, que seja a metade da laranja, que seja “a razão da própria existência”, não importa… Do “EloPerdido“. Eu achei.
A resposta: eu.
Sim, eu.
EU.
(pra você, a resposta é você. Caso deseje repetir para si mesmo, diga eu. Mas não pense em mim. Diga “EU” para você mesmo.)
Isso aí, aponte o dedo para o seu nariz.
.
.
.
Eu sou tudo que eu preciso, não sei se “você” também é (para o caso de alguém ler essas baboseiras… Eu sou convencida. Tenho certeza que possuo leitores fiéis)…
….Continuando, eu custei um ano e meio (e um dia todo pensando a respeito) para descobrir que eu adoro passar um tempo comigo. Que sou a companhia mais completa e eficiente desse mundo.
Adoro os meus problemas, os meus dilemas e a minha música. Sou a cantora mais divertida que conheço e tenho o melhor gosto musical de todos os tempos.
Faço os desenhos mais legais do mundo e adoro jogar video-game comigo mesma. Adoro todos os meus quitutes. Adoro sair por aí sozinha, sem destino, e voltar pra casa, voltando de lugar algum. Respirar pra eu mesma, nadar comigo mesma. Inventar pra eu mesma. Refletir sobre eu mesma.
Rir das minha próprias piadas e fingir pra eu mesma que tou vivendo um seriado. Sempre que acontece algo “surpreendente”, ter a sensação de estar vivendo um “fim de temporada”. Ter dias que duram 48 horas, quando é season finale.
….
OK, tenham raiva, mas eu nunca me senti tão bem sozinha. Eu sei, isso é estranho…
Sempre fui tão insegura com essas coisas, mas hoje cheguei no limite de uma fase caótica e decidi que não vou adicionar ao meu sistema variáveis que não são tão importantes quanto eu.
Quero meu equilibrio, adoro meu equilíbrio, não preciso complicar mais.
Ver meus filmes, meus amigos, meus livros, minha casa no campo, meus romances, minha vida.
Sem satisfações, sem enrolação, sem obrigações, sem frescuras. Não perder tempo com falta de assunto só porque existe a obrigação da comunição constante.
Existe algum relacionamento ausente de incômodos, que não ocupe espaço, que não cause problemas?
Existe algum relacionamento cheio de química, mas ao mesmo tempo inerte? Isso é humanamente possível?…
.
.
.
.
.
Você pode rir desse monte de bobagens, mas como eu disse a pouco….. eu sei que sou genialmente inconstante.
Recomendação
16/07/2009
Retirem os diabéticos desse blog. Assumo que estou numa fase açucarada.
Provavelmente pra compensar o gosto amargo de surpresas desagradáveis que a vida acaba oferecendo e somos obrigados a aceitar.
Coração têm sido usado no limite, enquanto o cérebro mantém-se em stand by por tempo indetermidado, até sossegar com a idéias.
Convergência
16/07/2009
_ Tchau.
_Tá. Tchau. (riso debochado)
_Por que tá rindo de novo?
_A cara que você faz, quando vai embora. E como vai ficando vermelha até eu quase ficar precupado se ainda tem sangue no resto do seu corpo.
_Tou bem, pára com isso.
(outra risada debochada, mais uma tosse fingida pra disfarçar)
_OK, vou parar. Tchau.
_Tchau.
_Só um beijo no rosto? Pode?
(silêncio)
_Pode.
Lasquei um beijo de cinema, de propósito, esperando um susto ou ser empurrada… e tentei dar um sorriso debochado… Sem pensar?
Meus planos se perderam no caminho.
No fim, não havia mais “as minhas ideias” ou as “brincadeiras dele”, virou outra coisa. Éramos, pela primeira vez, nós, nas mesmas idéias e no mesmo plano.
.
.
.

Diálogo
15/07/2009
_ Precisamos dividir alguma coisa.
_ Como assim?
_ Nos conhecemos há muito tempo, mas não somos tão próximos.
_ Não?
_ Não. Falta alguma coisa, antes de saber tudo de você, quero saber algo que ninguém sabe. Daí viramos cúmplices e amigos oficiais.
_ Um certificado? De quê?
_ Não sei… Talvez de que você confia em mim. Daí vou confiar em você.
_ OK…
_ Mas você que começa.
_ Tá.
(silêncio)
_ Já sei.
_ Conta!
.
.
.
_ Você é a primeira e única pessoa no mundo que sabe que estou completamente apaixonado por você.

E tem aqueles dias em que a gente acorda com uma vontade de fazer alguma coisa.
Alguma coisa sem noção.
São dias em que seu infra-ego dá um grito de liberdade e esmaga o superego.
Sua vontade é maior do que a reprovação das pessoas.
E aí você faz.
Mas faz bem feito.
Faz umas duas semanas que estou assim.
Fazendo coisas só por fazer, sem esperar nada em troca.
Só fazendo.
Tenho um certo ímã para coisas anormais…IMPRESSIONANTE! Porém, as histórias da minha vida são bem parecidas com alguns filmes Europeus que a gente vê por aí: quando a gente acha que vai melhorar, que vai ficar empolgante……continua sendo sempre a mesma merda e vai acabar inesperadamente com uma moral da história sem nexo algum.
Seria melhor se as coisas pudessem acontecer como nos filmes da Cameron Dias.